
vi um guri, ele não era nem de lua nem de mar, muito menos de 8 ou 80, era descontraído, solto e estranhamente bonito.
sua baixa estatura, pele fria, teu corpo enxuto aqueles cabelinhos negros de anjo, olhos de jabuticabas e aquela barba aveludada combinavam perfeitamente com a camisa de uma banda estranha. não era jovem mas também não era velho. seus tênis eram sujos e meio estragados teu jeito era largado, aparentava ser meio malandro ou talvez ate bobo. aquele menino era difícil de desvendar.
tudo isto serviam como válvulas de escape para minha curiosidade.
quando o vi fiquei sem jeito e um tanto quanto envergonhada e tratei de me encobrir com uma nuvem de insegurança em meio aquela multidão que caminhava na minha direção. naquele momento fui tomada por um enorme gozo de felicidade enquanto aqueles olhos fincavam nos meus e me cortavam achando o caminho do meu coração. meu corpo era tomado pelas ruas que me derrubavam e esbaravam em mim, mas este olhar não me deixa-rá cair.
depois de alguns segundos sinto que aquela estranha multidão me fez me perder, por um momento acomodei-me aquela situação é fui. andei, andei procurei-o em meio a todos e não o encontrei, fiquei desesperada, meus olhos não viam mais nada, meu coração parecia ter corrido para longe, minha cabeça girava e meus lábios secaram, aquela emoção que outrora eu sentia agora tinha fugido, queria poder grita-lo, mas não sei seu nome. naquele momento me vi agonizando em meio a dor.
depois deste dia nunca mais fui a mesma. fiquei mau e uma mistura de pensamentos e lembranças inundaram meu coração, me sentia cuspida, estapeada e jogada no chão. foi como se ele tivesse roubado uma parte de mim. eu não queria mais sair, não queria mais enfrentar a multidão, tudo o que eu sabia fazer era ficar quieta esperando que um dia ele volte, não sei se isto é bom nem ruim, nem ao menos o que devo fazer.
já perguntei pros meus amigos; pros médicos; minha mãe e meu pai; perguntei ate mesmo para dona Júlia a moça fofoqueira do meu bairro; para meus professores; pro padre o pai de santo é o pastor. ninquém soube de nada. mas, ontem um moço desconhecido que passava pelo meu portão me disse que tinha sido infectada pelo vírus do amor.
o menino do cabelo enroladinho, sera que isto é serio?
me ajude, estou mau e acho que vou morrer do vírus do amor.
depois de alguns segundos sinto que aquela estranha multidão me fez me perder, por um momento acomodei-me aquela situação é fui. andei, andei procurei-o em meio a todos e não o encontrei, fiquei desesperada, meus olhos não viam mais nada, meu coração parecia ter corrido para longe, minha cabeça girava e meus lábios secaram, aquela emoção que outrora eu sentia agora tinha fugido, queria poder grita-lo, mas não sei seu nome. naquele momento me vi agonizando em meio a dor.
depois deste dia nunca mais fui a mesma. fiquei mau e uma mistura de pensamentos e lembranças inundaram meu coração, me sentia cuspida, estapeada e jogada no chão. foi como se ele tivesse roubado uma parte de mim. eu não queria mais sair, não queria mais enfrentar a multidão, tudo o que eu sabia fazer era ficar quieta esperando que um dia ele volte, não sei se isto é bom nem ruim, nem ao menos o que devo fazer.
já perguntei pros meus amigos; pros médicos; minha mãe e meu pai; perguntei ate mesmo para dona Júlia a moça fofoqueira do meu bairro; para meus professores; pro padre o pai de santo é o pastor. ninquém soube de nada. mas, ontem um moço desconhecido que passava pelo meu portão me disse que tinha sido infectada pelo vírus do amor.
o menino do cabelo enroladinho, sera que isto é serio?
me ajude, estou mau e acho que vou morrer do vírus do amor.